Às vezes, contento-me a escrever algumas palavras na intenção de tirar de mim, a vontade que tenho de dizer algumas coisas. Às vezes da certo. Às vezes, parece não surtir efeito algum. Metaforicamente, meu coração anda borbulhando palavras e a necessidade de dizer o que sinto acabará esmagando-as hora ou outra. Como não me levo a dizer-lhe o que sinto, deixo palavras nesta mensagem, que porventura possam dizer algo.
Levo-me a acreditar todos os dias que o que sinto por você, não é normal. Compreendo que as linhas que escrevo, tornam-se clichês e talvez um pouco redundantes visto meus escritos anteriores referentes à você. Acostumo-me, tudo bem, como disse antes, é apenas na intenção de me manter em paz.
Acredito que com o passar do tempo, embora não tenha passado tanto tempo assim, tornamo-nos cada vez mais íntimos, cada vez mais amigos. Corrija-me se estiver errada. Tornou-se em pouquíssimo tempo, meu melhor amigo.
Uma amizade tão gostosa que me conforta apenas de saber da existência, tanto quanto diferente, intensamente verdadeira e sem muitos padrões. Somos tão diferentes. Mas sinto-me como se me fosse necessária sua presença; sinto-me como se nada mais fosse o mesmo sem você aqui, e de fato, não seria. Não vislumbro um futuro sem vê-lo ao meu lado azucrinando meus dias. Com tais palavras, ó céus, sinto-me dependente de ti, e entenda como quiser. Sinto-me a dama dos dramas com tais palavras, mas foi o que veio a minha mente. Exagerado para alguém que não aprecie falar de sentimentos não é mesmo?
Sabe o quão intenso é meu sentimento por você, e lamento saber que não tenha certeza disto. Lamento porque, já me parece impossível deixar mais claro. Lamento porque de uma das únicas coisas da qual tenho certeza, você não acredite plenamente. E desculpe, amo deste meu jeito e embora não acredite, continuarei amando. E eu sei o quanto lhe incomoda algumas atitudes, reações e passividade minhas. Ainda não aprendi a ser como você, e embora não pareça, venho tentando, aos poucos, passo por passo, porque sei que será melhor; mas lamento irritá-lo tantas vezes ainda, sabes que não é intencional, jamais.
E lhe pedi um dia, para que ficasse; que ficasse para sempre. E prometeu-me. Eu ainda peço, inconscientemente, nunca vá embora, porque eu preciso. Mas não te obriga. Fica se te fizer tão bem quanto faz a mim, se for da sua vontade, se te fizer feliz também, e então permanece. Seja como for, gostaria de lhe fazer ter certeza do que sinto, porque é uma das únicas coisas que sei que é verdade. Mas não te assusta, sei controlar, justamente por isso, dou linhas a esta folha anteriormente branca. E isto me acalma, um pouco; talvez o suficiente.
E chega, de melancolia por hoje. Até breve, pois sei que em breve a redundância voltará a se instalar.
Permiti-me escrever sobre você. Talvez me desafogasse um pouco. Mas, escrevo palavras e apago-as em seguida lamentando não saber como expressar o quão grande sei que ainda é meu sentimento por você. Talvez seja eterno. Amando-o, de uma forma ou de outra; mas amando-o eternamente. Com a certeza de cada palavra e sem me incomodar com a minha verdade, digo que, continua sendo amor. Para sempre, um amor por você. (sncd.spls)
Acho que me enganei, como sempre, mais uma vez. Acho que mesmo tendo consciência de que não havia ilusão, eu me iludi. Deixei que minha vontade de manter coisas constantes, me guiasse durante este tempo. Confiei mais uma vez, depositei, mais uma vez, a certeza de que seria tudo diferente. Acreditei que promessas feitas deveriam ser cumpridas. Não que esta última tivesse sido descumprida mas, sinto como se em breve, acontecesse.
O que houve? O que aconteceu neste rápido tempo? Ainda tento entender, todos os dias, o que tem acontecido aqui. E é daquelas amizades novas-velhas que estou falando; sim.
Mudanças mais uma vez? Porque este afastamento? O que está acontecendo? Porque ninguém me fala? Porque isso tudo parece acomodação, costume, adaptação?
Desapareceram as vontades, a alegria, a essência. Mas não quero. Venho me recusando a aceitar tal fato, embora não saiba se seja verídico. Também não quero acreditar que seja, mas venho sentindo.
Não quero, distanciamentos novamente, não quero. Fica; se mantém por perto, fazendo da sua companhia, ainda, a mais gostosa. Fica, continua com aquela amizade de antes, onde essas questões que geram discussão não interferiam tanto. Fica, por favor. Mostra que não sou a única que quer manter essa amizade. Sempre quis, todos sabem.
Sinto falta, sinto saudades, daquele tempo passado próximo. E eu admito, sinto sua falta, sinto saudades da amizade que costumávamos ter. Vamos manter? Por favor?
Novidades. Novas músicas para tocar no meu celular; novos filmes para passar no cinema, ou em casa tanto faz. Novos sorrisos; novas risadas intensas; novos textos a escrever, por favor. Novas inspirações ou talvez, as mesmas inspirações carregadas de novas palavras. Novos planos e novos sonhos, também seriam interessantes. E enquanto ‘novas’ venham a ser algumas coisas, que ‘a mais’ venham a ser outras. Mais espontaneidade nesta vida, mais surpresas gostosas. Mais vontade; mais emoção; mais frio acompanhado de mais aconchego. Mais carinho e por que não, mais amor para completar o metaforicamente aquele coração com uma rachadura ou outra. E ainda que seja o suficiente os ‘novos’ e os ‘mais’ da vida, ainda nos resta pedir os ‘menos’ para nós, porque para aumentar algumas coisas é necessário diminuir em outras. Sendo assim, menos discussão; menos sufoco; menos estresse durante os dias; menos desespero; menos vontade de chorar, também é válido. Ah, e um pouco menos de saudade também, mas só um pouco menos porque aquilo que te faz sentir saudades, você sabe; você ama e te fez bem. Então um pouco mais, um pouco menos e um pouco de coisas novas, acho que é disso que alguns andam precisando; inclusive eu. (sncd.spls)
Quando escrever não sacia a angústia, quando chorar não acalma a dor, quando a música não te faz mais refletir. Quando o silêncio incomoda, quando a falta sufoca. Quando a sensação de culpa te rasga a pele interna do seu cérebro, mesmo que a culpa não seja completamente sua, ou às vezes, sim. Quando a confusão do mundo se torna pequena diante da confusão da sua vida, quando gritar não alivia o enrosco e xingar não possui mais efeito, por menos que se tenha xingado até o momento. Quando dormir não descansa, quando cansa o consciente. Quando comer enjoa, quando o chocolate é dispensado. Quando uma risada, não produz mais endorfina suficiente, é quando você precisa de um colo, um abraço apertado e um “tudo vai passar”, de alguém que te conforte. (sncd.spls)
Me agradam as palavras. Em páginas nuas, em branco e sem vida; as palavras vão dando contornos, formando linhas imaginárias e oferecendo, a quem esteja disposto a apreciar seus significados, complementos às faculdades mentais daquele que as lê. Quando bem colocadas, as palavras possuem o poder de levar seus leitores a outro lugar, mesmo sem tirá-los de onde estão. Irônico, não? Porém maravilhoso. O poder das palavras. Tão belas; tão instigantes, a ponto de nos fazer recorrer ao pai das palavras - os dicionários - quando nos deparamos com a incompreensão de qualquer uma delas.
Ah estas palavras. Quando bem utilizadas, tornam-se tão formidáveis. Utilizadas para concretizar sentimentos e emoções, importantes teorias, conhecimentos capazes de elevar o nível de intelectualidade do ser humano. Transformando-se muitas vezes em músicas para nossos ouvidos, -no sentido literal do termo- e fazendo-nos viajar por alguns minutos, na sintonia de bons sons combinados às palavras.
Haveria tanto a dizer sobre as próprias palavras, entretanto, são tão tantos os motivos que me levam a admirá-las, que seria inútil tentar descrever todas elas. Não obstante, apresento um motivo óbvio: as palavras, libertam-me. Sejam elas escritas ou pronunciadas, as palavras, libertam minha mente; e se somente houvesse este único motivo, isto já seria o suficiente. (K.S)
K.S
Gostava de estar sozinha por algum tempo, só nunca quis sentir-se da mesma forma. Mas naquele momento, queria uma companhia. Seus amigos, -sim aqueles que estavam sempre ali, e gostaria de acreditar que sempre estariam-idiotas e palhaços, que a faziam tão bem, ah como a animavam. Eram possíveis serem contados nos dedos das mãos, mas estava plenamente satisfeita com isso. Queria ter essas amizades, para todo o sempre. Mas sabia que, por alguma acaso, seus caminhos poderiam se desencontrar em algum momento da vida, mas não queria que este desencontro fosse motivo de despedidas. Estava farta das despedidas. Estes, especificamente para estes amigos, não queria dizer adeus, jamais; não queria que se afastassem, só isso. Seria pedir de mais ?
Gostaria de estar sempre ao lado de seus amigos, para qualquer que fosse o momento, e quando o momento não fosse bom, gostaria de fazer qualquer coisa, para que ele se tornasse mais suportável e a “dor” ou o simples incômodo por algo, passasse. Sentia-se extremamente destruída quando não tinha a capacidade de levantar o astral de seus amigos, de fazê-los esquecer o problema, assim como eles faziam com ela. Eram tão, importantes. Alguns, estavam mas distantes do que outros, entretanto, ainda sim eram tão essenciais quanto os demais.
Ah tinha tanta saudade, talvez, a que mais tivesse esse sentimento nostálgico. Precisava, talvez fosse mais “querer” do que “precisar”. Ou não, ou talvez realmente precisasse de seus amigos ali, juntos a ela, rindo e fazendo-a entender a felicidade que era, estarem juntos novamente. (K.S)
Ali, em frente a janela de seu quarto, sentia o frescor de uma bela brisa soprando lá fora. Não demoraria muito e logo estaria lá fora, junto ao sopro fresco do vento. Mas antes que fosse até a varanda apreciar a rara, porém adorável temperatura, tinha a vontade de se deixar colocar em uma folha em branco, algumas palavras que tinha em mente, talvez para que não se dissipassem posteriormente.
Pensara nas pessoas que estavam em sua vida e naquelas que haviam passado por ela, relacionara isso aos amigos que havia feito: aos que haviam permanecido e àqueles que haviam seguido caminhos distintos e assim se afastaram. Lembrara de momentos importantes, de conversas interessantes, de sorrisos sinceros e gargalhadas intensas, de abraços apertados e o conforto dos mesmos, de coisas feitas que não pensaria que faria um dia, de discussões que poderia ter evitado, de palavras que poderia ter dito e opiniões que poderia ter colocado. Relembrava ainda, de dias passados que foram de uma monotonia não tão castigante e mais intensos, e dias extremamente diferentes dos do cotidiano. Sentia que algumas músicas, descreviam melhor o que se sentia do que é possível explicar. Percebera que desenvolvera seu gosto por leitura, tanto quanto por escritas. Que fazer brigadeiro e comer com colher ainda era um hobby que praticava quando possível, mas melhorara sua alimentação com o passar dos tempos.
Percebia em como havia mudado, crescido, aprendido, mas de como continuava dentro daquele corpo atrapalhado e desastrado que sempre fora. Continuava sentindo falta de um passado próximo, e de amigos distantes.
E apesar de ter mudado tanto, ironicamente continuava a mesma moça nostálgica que sempre fora, talvez, até um pouco mais. (K.S)
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